segunda-feira, 2 de maio de 2016

No

One

Nem
Um

Não


Ninguém

À
Ver
Te








                                                                                                               


                                                                                                                   


                                                                                                                                   Nem a lágrima veio

Saldade

Num dia
Nuvem
Não vem
Nada.


Num
Movimento
Único

Dispara e dissipa
Dissolve e dilata
Desdobra a dúvida deitada.

Sem nome
Sem data

Só o pobre
Mais nada.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Se oriente, médio

Uma suruba na Arábia Saudita.

Homem bomba.

Paulestina:

Você dá, Vi?

Entendi as burcas.












segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Ex



Ex namoradas são como arrumar os óculos sem estar usando óculos.

Me explico:

Vc usa óculos?
Se não....vai ser difícil entender mesmo, sinto muito.

Se sim...vc já fez isso, certo? (arrumar os óculos, sem óculos)

Não é uma sensação estranha?

Dá até uma certa vergonhinha quando vc se dá conta do que fez, não?

Então...

Pensei...em ex namoradas...
Qualquer uma....de qualquer um que use óculos.

É algo que ficou tanto tempo na sua cara...moldando, de certa forma, seu jeito de ver o mundo.
Duas novas lentes
Dois novos filtros
(Que em teoria servem para deixar tudo mais nítido mas, na prática , com o dia a dia,  suja, embaça, risca, quebra)

Não importa...Não importa a história

Fato é que em determinados momento tiramos nossos óculos.
Quando estamos realmente sós.
São raros, mas estes momentos existem...
E às vezes.... nesse pouco tempo que vc está só e vendo por sí.

Vc arruma os óculos.


É como querer consertar algo que não está mais lá.


É uma reação mecânica à uma presença fantasma.


É uma ex namorada na cabeça.

Arrumar os óculos, sem estar usando óculos.

Não chega a incomodar...mas é estranho.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Retrodigestão e Pensamento Cítrico



Perante os desafios/
da pós modernidade.

Onde tudo é líquido/
e puro pó de vaidade

O pensamento crítico/
não é suficiente.

É carente de gente.

Virou número.

Procura um compromisso
entre a velha racionalidade

e
a

universalidade intemporal

(pode ser bom exercício...
pro ocidente,
de um modo geral.)

Esqueça a razão
Tente ser razoável.

Há um Lugar
Inserido num Tempo
Que te dá um Contexto.

Não seja besta.

Na impossibilidade de conhecer o mundo em si mesmo
ou de conceber
enquadramento universal
que nos permita
explicar
a
ação humana
de maneira
geral

Kant comigo:

"O que posso conhecer...lá lá lá...o que é que vou fazer...lá lá lá"

Se não conseguimos explicar...
Vamos analisar nossas tentativas.

(parece pouco, parece pobre...mas não é)

Sejamos transversais.




terça-feira, 13 de outubro de 2015

Fábio Flamula

Um clássico:


Vim me embora para Coimbra. 
Aqui sou amigo do Hugo
Não tenho as mulheres que quero 
Assim sigo e me descubro. 

Vim me embora pra Coimbra
Vim me embora pra Coimbra 
Aqui eu sou bem feliz 
Aqui, existir é Ventura de tal modo interessante, que Joana, a professora eloquente,vem ser quase contraparente,de Angela a tia que tenho. 

E como corro às margens do Mondego 
Subo escadas monumentais 
Durmo e acordo cedo 
Leio, escrevo e leio mais. 

E quando fico cansado 
Deito na beira do rio
Mando chamar a Martina 
Pra me contar histórias
De países tão longínquos  que não ousei imagina-los
Vim me embora pra Coimbra 

Em Coimbra tem de tudo 
É outra civilização 
Tem processo seguro
De impedir a concepção 
Tem telefone, autocarro
Xarro marroquino à vontade 
Universitárias bonitas
Pra gente namorar 

E quando eu estiver mais triste 
Mais triste de não ter jeito 
Quando de noite me der 
Vontade de me matar 
-Aqui sou amigo do Hugo-
E seguro de que sigo 
Do jeito que escolhi
Vim me embora pra Coimbra.

Será?

Publiquei um livro.



ATÉ   ENTÃO


Lá tem quase tudo que está aqui.

(Na verdade aqui tem mais....muito mais)

Seria o fim?


Virei artista. (?)