quinta-feira, 21 de junho de 2018

Ópera



O caráter bruto das impossibilidades gera a verdade de que todo pensamento é ficção. 

É preciso aceitar o presente perpétuo da morte e do esquecimento. 

Dar forma ao fim do mito individual. 

Eis que morrer se torna impossível. 

Justamente no instante do fim.

Último


 É na margem
No híbrido
Na indefinição

Que se concentra a realidade.

Não é no limite
Não é na clareza

É na penumbra que se constrói o conhecimento



sábado, 13 de janeiro de 2018

POEMA MATINAL (não sei se é meu)

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Não chegamos tarde
Visto que é sempre agora
Tudo é tão novo quanto o novo sempre foi
Todo dia é.
Habitar ombros de gigantes causa essa estranha e vertiginosa lucidez

Um potente resumo




Na forma do poema
Ocorre o de repente

Alegoria da leitura
O tal algo que sobrevém
Sutil e simultaneamente

Cito versos e analogias
Essa fala estranha e anárquica
Trata-se de uma voz que formiga
Estática.

Presença & Fantasia.


A latência de uma vida intensa e vazia
Constelação sem mitologia
O momento e o instante epifânico
Eis a discreta plenitude.

Figurações da intensidade da própria experiência.

Enquanto ela dorme

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Caeiro foi, enfim, um conjunto de imagens sem imagens
Autofiguração de sí próprio
Nem todo, nem partes

Seria interessante contestar...

Tudo é da ordem da diferença sem diferença.
Espremido e exprimido num livro explêndido, metafísico.

A poesia como possibilidade e impossibilidade de epifanias
Numa descrição mais conhecida.

É isso que me interessa:
Uma manhã de sábado e sol onde tudo se revela fora do tempo e do espaço, descobrindo a isenção das mitologias em milhões de pedaços de vazio.

(sentidos e poéticas)




Se o que Platão escreveu já é o que ele entendeu do que Sócrates disse...
Estamos todos perdidos
(ensinar e transmitir não são a mesma coisa)

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Chamamos de caos certo tipo de ordem que ainda não deciframos.
A verdade, segundo Saramago, é um rosto sobreposto por infinitas máscaras variantes.


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O gêmeo que nasce depois é o mais velho. Foi gerado primeiro.
Cesário Verde e suas pinturas verbais.
Há poética nos cinco sentidos.
Talvez mais