terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sem Título

Somos fantásticos seres faltantes.
Especialmente substituíveis.
Enjoamos e enjoam da gente.
Rejeitamos o mais profundo desejo alheio.
E do encanto desses desencontros desdobra-se o viver.

Vasto, infinito. Conflito eterno acumulativo.
A soma de todos os medos,dúvidas e angústias.
A soma de todas as dádivas
Estar vivo pra sentir tudo isso.

Indubitavelmente duvidaremos de deus
O eu está contido em DeuS.
Homens divididos.
Doidos doídos.

Cérebros projetam robôs na tentativa de que robôs expliquem como cérebros funcionam.
Não existe outro ser que se investigue tanto.
Não existir nos assusta.
Mesuras,memórias,matéria.
Medo.
Mulheres.
Meu mundo é maior,muito maior.

Toda reflexão deve ser alegre e sem fim.
Todo destino padece aqui.
Toda literatura é tentativa.
Tristeza trai.


Vejo um universo nuvem.

28

Eu nem fiz 28 e já tenho trinta.
E eu to gostando tanto quanto tenho medo.

Cuidar, construir.
Cuidar-se, construir-se....não tem fim.

Até o fim chegar

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Bakunin




Eu nem lembro direito o que lí do Bakunin(acho que foi um diário dele, sei lá...) ele me foi apresentado na
época de Caraíbas pelo grande Hélio Bruno. Gostei, discuti, concordei, discordei e esqueci tbm um monte de coisa que esse cara escreveu.
No fim de semana recebi um e-mail com esta imagem e o que aí está escrito é de uma adequação assutadora com a contemporaneidade socio/política brasileira.

Viver num tempo em que tudo já foi dito e quase nada entendido é o que mais desespera.

Eu não vou pro vão livre do Masp
Eu não vou pintar minha cara.
Eu, que sou tão contra a guerra, sinto vontade de matar, de comprar uma arma.

Está cada vez mais difícil manter a calma.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

PNL

A gente faz as nossas, naturalmente, no decorrer da vida...mais inconscientemente que qualquer outra coisa....mas faz....a vida toda.


Antes, falar em Freud era sinônimo de um papo cabeça/profundo/analítico/explicativo.....aquele que te deixa mais confuso ainda....
Hj...as imagens e sentimentos, as sensações que meu corpo produz ao ouvir Fróid....são das mais agradáveis,divertidas e "pra cima" que se pode imaginar.


O do divã é o segundo significado.
Um bichinho significante é o primeiro.

Claro....hj tal nome é bem mais presente em minha vida....é falado e repetido diversas vezes...
Que força fodida o nome e a obra desse cara tem!
E não é à toa.....e não é à toa.

Soa igual...mas a pessoa (pessoa mesmo!) associada ao som(fonema)...é de outra raça...de outra grafia.....é poodle.

E vc pode criar a imagem que quiser de um poodle na sua cabeça( normalmente ela é negativa, certo?)

Se vc conhecer meu doutor Fróid vai ter uma aula de programação neuro lingüística.




Dá pra fazer isso com tudo....imagine...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O Tempo

Minha noção de tempo se dá em função de alguns fatos marcantes de minha vida.
Despedir-me do Roger é um dos principais.

5 anos.....


E lá vem o filme....fatos misturados numa ordem randômica....tentando ser cronológicos...tentando fazer sentido. Não fazem.

Saber viver é lidar bem com o imponderável.

Eu aprendo à duras penas.

Recordar...re cordis...tornar à passar pelo coração....e quem disse que ele saiu daqui algum dia?

1826 incrementos de saudades....e vontade de ser Deus.

Adeus

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Facetruque

A tarde livre.
A ansiedade.
Pensando tuítes fracos, francos,descaracterizados.
140milhões de vezes a mesma coisa.


A idéia!
idiota.


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Reticências ( é nessa pegada que eu volto...obrigado André Queiroz)

Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na ação.
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!

Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem — um antes de ontem que é sempre…
Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei.
Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir…
Produtos românticos, nós todos…
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
Assim se faz a literatura…
Santos Deuses, assim até se faz a vida!

Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,
Os outros também dormem ao lado dos papéis meio compostos,
Os outros também são eu.
Vendedeira da rua cantando o teu pregão como um hino inconsciente,
Rodinha dentada na relojoaria da economia política,
Mãe, presente ou futura, de mortos no descascar dos Impérios,
A tua voz chega-me como uma chamada a parte nenhuma, como o silêncio da vida…
Olho dos papéis que estou pensando em arrumar para a janela,
Por onde não vi a vendedeira que ouvi por ela,
E o meu sorriso, que ainda não acabara, inclui uma crítica metafisica.
Descri de todos os deuses diante de uma secretária por arrumar,
Fitei de frente todos os destinos pela distração de ouvir apregoando,
E o meu cansaço é um barco velho que apodrece na praia deserta,
E com esta imagem de qualquer outro poeta fecho a secretária e o poema…
Como um deus, não arrumei nem uma coisa nem outra…