sábado, 13 de janeiro de 2018

No pelo


Apelo aos sentidos
Ao belo esquecido
Ao incipiente

À bibliografia
Ao interesse da disciplina
À liberdade da pesquisa

Apelo ao gosto pessoal
Mas posso recomendar
Nós
E um colóquio de Letras

Sempre haverá, depois, um livro
Algures no senhor google
Sobre um poeta pintor que floreia a memória

A palavra não é de ninguém
Toda letra é sugestão.

Talbez


É muito desassossego
Não nego
Não julgue a minha pessoa
Eu não me livro deste livro não escrito

Eu não seria capaz de lembrar nem os nomes dos três heterônimos (Caeiro, Reis, e meio Soares) de Pessoa.
Quiça criar um.

Quem sou eu para explicar a realidade?

Ofélia Queiroz, talvez.

É tudo sobre educação sentimental


O mínimo:
De maneira extraordinária e desmedida
Subitamente satisfeito
De carne e humor

O gosto daquilo que gosto.

A dor como matéria infinita de análise
O coração, se pudesse pensar, pararia se perguntando onde está Deus (mesmo que não exista)

Imagine o que seria...


O duplo
Os duplos
Personagens e intrigas
Múltiplos

Conceitos alargados de figuras em adesão desigual
(são dinâmicas que não obedecem ideais)
Conceitos que não param
(Transparência, transficção, transliterário)

Mas é tudo depósito de repertório.

Estrelas conceituais:
Metalepses num dicionário de personagens

Gênios de intuição inovadora e extraordinária

Palavras que conduzem a perguntas:
Como definimos o conhecimento?

Temas epistemológicos relevantes
Prenúncios e premências
Campos disciplinares analíticos
Percalços que valem como críticas justificadas em seus percursos.

A borracha do passe de mágica
ABRE-TE SÉSAMO

Novos termos para novos conceitos:
Analepse
Prolepse
(A linguística mora na casa ao lado)

Escritor Desamparado


 
Narrador e narratário numa lógica cientifica que clama a influencia de intertextualidade

Meros conceitos correlatos

INTER – TRANS – CON

Princípios ideológicos e indentitários.
(meros esforços teóricos)

É preciso apurar e depurar o labor da criação literária, afinal, é sinuoso, inevitável e repetido através da experiência do mundo.

Construir personagens que sejam elos de conexão fantásticos e insólitos.
A figura e seus conceitos abrangentes e problemáticos:
O conceito de Pessoa
O Herói da composição
A Memória e a Vitória da emoção.

No fim...
É tudo ficção.

Épico, epopeia, algures no oriente
Claudicando por poemas

Para resolver seus problemas:

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1 -

Talento para vidas imaginárias
Escolha Virgílio como guia
Zaratustra como oráculo.

Transite por aldeias hindus digitais
Seja realmente ficcional em seus gestos
E ganhe vida própria

Infiltre-se nas figuras meta-ficcionais (pessoas outras que indagam os narradores)


2 -

Destinatário imediato do relato
A sobrevida
A lógica inconsciente que procura fixar conceitos:


3 -

Figura – Performance artística homológica com consciência de sua própria especificidade, espiritualíssima, indizível, contempladora da existência humana.
Pessoa – Entidade variavelmente visível.


4 -

1, 2, 3
Complexidade combinatória envolvida na história que sobrevive no tempo e no ato narrativo
A pessoa humana deve ser sempre o centro da questão, com importância extraordinária.

Apoplexia e coice de mula


Nada de especial me interessa em terra.
É preciso navegar (ato impreciso)

Uma outra dimensão precisa e polifônica: laços interditados entre ideologias e identidades refletidas em discursos

Associações em unidades superiores longe de ideias

No estado atual tudo é dinâmico, gradual e complexo.
(um grande imperativo ético que será remediado infinitamente)

Ironia
Conhecimento teórico e repertório: “tens razão”

O conhecimento é sempre escasso, precário, provisório.
O repertório nunca será suficiente
A ironia pode conter algum tipo de salvação.

Contradições e desafios
Único e universal
Perfeitamente incompleto

Não ter dúvidas é a mais estúpida das certezas.

A realidade dói por que implica em morte.
O tempo é o mistério que dana o cotidiano
O ser humano é estético.